Artigos, Tribologia

2 estratégias para reduzir tempo de parada do equipamento

Existem duas estratégias bastante interessantes que podem ser desenvolvidas para lidar melhor com a indesejada parada do equipamento.

Uma pesquisa recente indicou que mais de 20% de tempo de paralisação não programado em equipamentos industriais se devia a falhas cometidas por operadores. Porém, o que se pode dizer com respeito às falhas em questões de manutenção e reduzir tempo de parada do equipamento.

No que diz respeito às falhas relacionadas com o sistema de manutenção a pesquisa mencionou que 70% delas poderiam ter sido, de algum modo, evitadas.  E que mais de 40% se deviam a falhas humanas.  Fato é que há farta evidência de responsabilidade a ser distribuída em todas as áreas. Principalmente as relacionadas à produção e utilização de maquinários móveis ou industriais (engenharia, manutenção,  operação, compras, controle de qualidade e gestão) que contribui, em maior ou menor grau, para ocorrências de avarias precoces, imprevistas, evitáveis e que ocasionam tempo de paralisação indesejado.

2 estratégias para reduzir tempo de parada do equipamento

2 estratégias para reduzir tempo de parada do equipamento

Existem duas estratégias bastante interessantes que podem ser desenvolvidas como forma de se lidar com práticas indesejáveis.  E que levam à paralisação imprevista de maquinários móveis e industriais, com vistas à eliminar-se defeitos e alcançar-se o estágio da excelência:

1 – Trabalho Normatizado

É grande o nível de confiança e valorização que as organizações têm no chamado “conhecimento tribal”. Conhecimento não escrito e baseado na experiência dos técnicos experientes e  transmitido de geração em geração.

Em muitas plantas não se tem a prática de se utilizar checklists e procedimentos padronizados quando da partida e paralisação de equipamentos móveis e industriais.

2 estratégias para reduzir tempo de parada do equipamento

Os setores de manutenção não costumam adotar práticas de rastreabilidade ao selecionar e realizar tarefas de manutenção preventiva ou preditiva. Frequentemente, as normativas de manutenção preventiva são escritas de forma bastante genéricas. Como, por exemplo, “checar estado de operação de bomba hidráulica”. Mas, o que está incluído na designação “checar”? Planos de manutenção corretiva, então, são mais raros ainda. E quando existem, dificilmente  contém detalhes como folgas, torque a ser aplicado, tensão nas correias etc.  Fato é que sem o uso de práticas padronizadas nos trabalhos de manutenção e operação não se pode esperar que comportamentos e desempenho alcancem o estágio da excelência.

2 estratégias para reduzir tempo de parada do equipamento

2 – Empenho a Eliminação de Defeitos Através da Busca da Causa-Raiz

Pensando na perspectiva relacionada à eliminação de defeitos em equipamentos móveis e industriais é interessante a criação de pequeno grupo de técnicos altamente capacitados. Mas, os mesmos precisam de autonomia para agir, corrigir e identificar a causa-raiz de problemas mais relevantes em questões de manutenção. Em muitos casos, operadores dos equipamentos ou mecânicos de manutenção não conseguem identificar com precisão qual a causa-raiz de problemas mais complexos. E ao efetuar procedimentos paliativos, fazem com que as falhas se tornem recorrentes.

2 estratégias para reduzir tempo de parada do equipamento

É importante que o grupo técnico de análise seja capacitado adequadamente para a função que irá desempenhar. Com procedimentos para identificar e corrigir modos de falha, o staff de operação e manutenção aceita com muito mais facilidade, os planos de trabalho em que eles participaram na elaboração.

Artigo originalmente publicado em: http://portallubes.com.br/2017/03/duas-estrategias-para-reduzir-tempo/

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