Meio ambiente

Naegleria fowleri – Uma ameba que gera agitação

O que é Naegleria fowleri e qual é o perigo?

Naegleria fowleri é uma ameba de vida livre que pode ser encontrada em águas contaminadas. Pode entrar no corpo através do nariz ao nadar em lagos ou piscinas quentes e estagnadas. Causando assim uma condição rara, mas muito séria, chamada de meningite amebiana microbiana (MAP).

No entanto, três casos recentes causaram grande alvoroço e trouxeram esse nome para as manchetes. Especialmente o que ocorreu em uma piscina de ondas em Houston, que levou a debates sobre as condições da água. Por exemplo, as concentrações de cloro e quais são as temperaturas ideais da piscina necessárias para evitar a proliferação de amebas.

A mudança climática pode aumentar a incidência desta parasitose? Quais ações preventivas podem ser tomadas para evitar novos casos?

A ALS Life Sciences APAC apresenta alternativas analíticas para identificar a “ameba come cérebros” em análises de água

Uma menina de 10 anos, na província de Toledo, conseguiu se recuperar do primeiro caso registado na Espanha de meningite amebiana primária (MAP). Uma doença fatal em 97% dos casos, da qual apenas doze pessoas no mundo sobreviveram. A Naegleria fowleri, também chamada de “ameba come cérebros”, é a causa desta doença rara. De acordo com a literatura científica, menos de 400 casos foram contabilizados.

Este protozoário é uma das chamadas “amebas de vida livre”, uma vez que estão no meio ambiente sem causar nenhum dano ao ser humano. No entanto, quando se prolifera em águas quentes, estagnadas e não tratadas, pode causar infecções letais ao atingir o cérebro. Visto que ocorre através dos nervos olfativos após ser introduzido pelo nariz durante o banho. O tecido cerebral é afetado, e consequentemente recebeu o aterrorizante nome de “ameba come cérebro”.

Casos

O primeiro caso de infecção por Naegleria fowleri ocorreu no sul da Austrália em 1965. Os casos descritos na literatura científica não chegaram a atingir quatrocentos nas últimas cinco décadas, registrando uma letalidade de 97%.

Ao caso da menina espanhola foram acrescentados dois casos recentes. Posteriormente, na Argentina, um menino de oito anos morreu, em fevereiro de 2017, depois de nadar na lagoa de Mar Chiquita. Conhecida como um espelho poluído, fica localizada a cerca de 400 quilômetros de Buenos Aires, na Argentina.

Nos Estados Unidos, um jovem surfista de 29 anos morreu em setembro, um dia depois de ser diagnosticado com infecção cerebral por Naegleria fowleri. Consequentemente a piscina de ondas visitada pelo jovem, no Texas, ficou fechada. Foi reaberta após a conclusão da análise das amostras de água feita pelo Centro de Controle de Doenças de Atlanta (CDC). O CDC, centro de referência mundial em nível de doenças infecciosas, esclareceu que a ameba não é contraída por beber água contaminada e que não é transmitida entre pessoas.

Contaminação

A rota de entrada no corpo é nasal. Por este motivo, essa infecção é mais frequente em países como o Paquistão, visto que a prática de abluções é comum. São feitas purificações dentro da água, tornando assim mais provável a disseminação através das fossas nasais.

Temperaturas quentes favorecem o desenvolvimento desta ameba termofílica. Explicando o porquê da maioria dos casos ocorrerem no verão, conforme a análise dos casos já registrados pela literatura cientifica.

Primeiramente, a fase inicial da doença apresenta sintomas semelhantes aos da meningite bacteriana e surgem uma semana após a contaminação. O paciente pode sofrer dores de cabeça, febre, náusea e vômito. Como resultado, pode aparecer rigidez no pescoço, confusão mental, perda de equilíbrio, alucinações e convulsões, entre outras ocorrências.

Opções para prevenção

A chance de ser infectado é realmente muito baixa, mas é importante saber que mais casos foram observados recentemente. No laboratório da ALS Food, em Lima, no Peru, amebas podem ser analisadas em águas de piscina usando a metodologia Acanthamoeba SM 9711 – C.1.2 (2005).

O resultado é qualitativo, ou seja, a presença ou ausência da ameba por litro de amostra é determinada. A análise demora cerca de 21 dias, além do tempo necessário para o protozoário crescer sob condições adequadas de cultura. Posteriormente é realizada a identificação taxonômica.

Dicas para amostragem

Para amostrar esse parâmetro, seu tempo de espera é de 24 horas, com um resfriamento <10ºC. Portanto nenhuma preservação é necessária. Ao tomar a amostra de água da piscina (1 litro), preste atenção especial à presença de biofilmes próximos a calhas ou bordas. A probabilidade de encontrar Acanthamoebas e Naeglerias nos mesmos é maior. Caso encontre esses biofilmes, recolha a amostra neste local.

Se restou alguma dúvida sobre essas análises, entre em contato com os representantes de atendimento ao cliente da ALSClique aqui.

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