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Fluido térmico ou óleo térmico para aquecimento: saiba como monitorar

O fluido térmico é utilizado em inúmeras etapas na indústria como um todo. Pode ser fabricado de vários tipos de materiais, dependendo da finalidade de uso. São conhecidos também como fluidos de transferência de calor, pois são capazes de absorver energia térmica e transferi-la para outro meio. Dependendo do fluxo, podem ser usados para aquecimento ou resfriamento de equipamentos. No post a seguir discutiremos a aplicação mais comum que é o aquecimento.

O que é um sistema térmico ou de transferência de calor?

Sistemas térmicos são todos aqueles cuja função é resfriar ou aquecer partes de um processo. A rigor, portanto, poderíamos incluir aqui o sistema de arrefecimento de motores e câmaras frigoríficas.

Contudo, as consultas que recebemos estão, na sua esmagadora maioria, relacionados com sistemas de aquecimento de processos industriais.

Basicamente o fluido circula por uma fonte de calor (caldeira ou aquecedor) até o ponto de consumo e retorna para a fonte de calor. Também fazem parte do circuito bombas, filtros e tanques de expansão térmica.

As aplicações são tão variadas que não será possível enumerá-las todas. Algumas delas estão na fabricação de placas de madeira, filmes plásticos, papel e celulose, têxtil e até na indústria de alimentos em fritadeiras contínuas ou em pequenos aquecedores portáteis domésticos.

Qual a composição de um fluido térmico para aquecimento?

Fluidos térmicos ou de transferência de calor são fabricados de acordo com a aplicação e solicitação do processo.

Além do preço, as características físico químicas desses materiais é que determinam sua seleção ou não para determinada finalidade. Essas características são estabilidade térmica, capacidade térmica, viscosidade, compatibilidade com metais e ligas.

Além dessas, é necessário verificar sob que condições o fluido terá de operar (temperatura, pressão e potência exigidas da máquina ou do processo). Por fim, é muito importante verificar os níveis de impacto ambiental e risco à saúde do trabalhador (toxicidade, irritação da pele, odor forte risco de incêndio e explosão).

Quando utilizado para aquecimento é comum ouvirmos a expressão “óleo térmico”. Isto porque é bastante comum encontrarmos formulações a base de óleos minerais parafínicos ou naftênicos.

Formulações sintéticas e de bases orgânicas também são encontradas tais como terfenis modificados, bases alcalinas aromáticas e outras.

Que problemas um fluido térmico pode apresentar?

Os problemas mais comuns em fluidos térmicos são:

  1. Perda de rendimento. É, geralmente, o primeiro sintoma percebido. A presença de depósitos impregnados nas superfícies opera como isolante térmico. Mais energia é consumida.
  2. Craqueamento. É a degradação acelerada por quebra das moléculas em função de altas temperaturas. Gera resíduos sólidos insolúveis que podem incrustar nas paredes dos equipamentos e causar entupimentos ao longo do sistema hidráulico e, ao produzir moléculas mais leves, criar altos riscos de incêndio pelo abaixamento do ponto de fulgor;
  3. Oxidação do fluido térmico com as aumento da formação de borras e depósitos.
  4. Contaminação por partículas e materiais estranhos que podem reagir com o fluido térmico a altas temperaturas;
  5. Vazamentos de fluidos térmicos aquecidos a altas temperaturas. Os vazamentos podem ocorrer não apenas nas junções do sistema, mas também por perfurações no aquecedor.

Como monitorar o fluido térmico?

Análises periódicas dos fluidos térmicos são indispensáveis para evitar panes, falhas catastróficas e acidentes de trabalho. Caso isso não ocorra, é possível que a empresa só descubra que seus equipamentos estão com problema quando estes passarem a não funcionar bem ou mesmo pararem totalmente, trazendo prejuízos financeiros.

É vital monitorar alguns parâmetros básicos, tais como:

  • Viscosidade: Relacionada com craqueamento, oxidação e contaminação
  • Oxidação: Evitar borras e depósitos
  • Contaminação: Evitar aceleração de degradação
  • Metais: Evitar aceleração de degradação
  • Presença de água: Evitar aceleração de degradação
  • Ponto de fulgor: Evitar incêndios pelo monitoramento do craqueamento e/ou contaminações com outros fluidos
  • Insolúveis: Evitar borras e depósitos que danificam todo o sistema além de reduzir o rendimento do sistema

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