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Análise e descarte de resíduos: O que levar em conta?

Descarte de Resíduos

Primeiramente, para viabilizar o descarte correto de resíduos, ou analisar a qualidade do solo de sua indústria ou agronegócio, entre outros fins, existem análises necessárias a serem feitas, bem como legislações a serem cumpridas de acordo com cada região e caso estabelecido, por fim.

A análise de solo tem como foco quantificar em laboratório algumas características químicas e físicas, a fim de que permitem a indicação de insumos mais eficientes nos processos produtivos e também a análise de qualidade desse solo para uso ou encaminhamento para outras soluções.

Vantagens

Entre as vantagens das análises de solo podemos destacar o baixo custo, a rapidez e, do mesmo modo, a possibilidade de enviar amostras ao laboratório o ano todo.

A análise do solo também avalia se não há substâncias perigosas ou nocivas à saúde ambiental em razão do descarte de resíduos irregular, similarmente a dos seres vivos, por exemplo. Em suma, isso também garante o respeito, primeiramente às legislações ambientais, para que esse manuseio seja feito corretamente.

Norma NBR 10.004

A NBR 10.004, norma nacional da ABNT, antes de tudo determina os critérios para classificação dos resíduos sólidos de acordo com riscos potenciais ao meio ambiente e a saúde do homem.

Ela é fundamental, uma vez que muitas empresas tem dificuldade para gerenciar de maneira correta seus resíduos por falta de processo adequado ou, sobretudo, excesso de volume.

Classificação de resíduos pela NBR 10.004

A classificação de resíduos, segundo a NBR 10.004, envolve a identificação do processo ou atividade que lhes deu origem, ademais, seus constituintes e características com listagens de resíduos e substâncias cujo impacto à saúde e ao meio ambiente é, certamente, conhecido. Nessa Caracterização de Resíduos, é necessário realizar Ensaios de Massa Bruta, Lixiviação, Solubilização e análise nos extratos lixiviados e solubilizados para posteriormente comparar com esta lista de substâncias.

A NBR 10.004 determina 41 códigos para resíduos perigosos não especificados e, similarmente, mais de 100 códigos para os resíduos perigosos onde são identificadas as fontes geradoras.

Resíduos classe I – perigosos

São aqueles que apresentam periculosidade em função de suas propriedades físicas, químicas ou infecto contagiosas, podendo apresentar riscos à saúde pública e ao meio ambiente, exigindo tratamento e disposição especiais. Estes resíduos são classificados de acordo com características descritas nos itens 4.2.1.1 a 4.2.1.5 da norma NBR 10.004, ou constem nos Anexos A, B, C, D e E da mesma norma. São, desse modo:

  • Restos de tinta (inflamáveis, podem ser tóxicas);
  • Material hospitalar (patogênicos);
  • Produtos químicos (podem ser tóxicos, reativos ou corrosivos);
  • Produtos radioativos;
  • Lâmpadas fluorescentes;
  • Pilhas e baterias (podem ser corrosivos, reativos e tóxicos, entretanto, dependendo do ambiente).

Resíduos classe II – não perigosos

Dentro dos resíduos classificados como classe II existe uma divisão: resíduos classe II A não inertes; e, posteriormente, resíduos classe II B inertes.

  • Inertes: O resíduo inerte é um tipo de material onde não ocorreu transformações físicas, químicas ou biológicas, mantendo-se inalterados por um longo período de tempo, por exemplo: entulhos de demolição, pedras, areia e sucata de ferro.
  • Não inertes: Os resíduos não inertes são os que não se apresentam como inflamáveis, corrosivos, tóxicos, patogênicos, e nem possuem tendência a sofrer uma reação química. Podem ainda serem biodegradáveis, comburentes ou, principalmente, solúveis em água.

Laudo de Classificação de Resíduos (LCRS)

O Laudo de Classificação de Resíduo (LCRS) é, sobretudo, um documento que comprova o enquadramento do resíduo em uma das classes descritas na norma NBR 10004, exigido pelo órgão.

Após análise classificatória dos resíduos, é necessário verificar o destino mais adequado para cada tipo de situação, similarmente. As destinações existentes são:

Destinação dos resíduos

  • Aterros sanitários

Método de disposição final de lixo no solo amplamente empregado que utiliza, todavia, princípios de engenharia para espalhar e compactar o lixo, no menor volume possível e recobrir o lixo com material inerte.

  • Aterros industriais

Técnica de disposição final de lixo no solo que pode ser, desse modo,  amplamente empregada. Se utiliza de princípios de engenharia para espalhar e compactar o lixo, no menor volume possível e, além disso, recobrir o lixo com material inerte.

  • Co-processamento

É a destruição térmica de resíduos através de fornos de cimento. Seu diferencial sobre as demais técnicas de queima, antes de mais nada, está no aproveitamento do resíduo como potencial energético e com o intuito de substituição de matéria-prima na indústria cimenteira.

  • Incineração

Processo de oxidação térmica sob alta temperatura – 1250ºC  – no qual ocorre a decomposição da matéria orgânica (resíduo), transformando-a em uma fase gasosa e outra sólida.

  • Tratamento de efluentes líquidos

Primeiramente, remove os agentes contaminantes presentes nos efluentes gerados durante o processo, para que sejam encaminhados ao corpo d’água receptor atendendo aos padrões de lançamento previstos na legislação ambiental (Norma Técnica SSMA nº 01/89, aprovada pela Portaria nº 05/89/SSMA).

Solução para o descarte de resíduos

A análise e destinação correta dos resíduos sólido é primordial para a sustentabilidade da empresa e seu enquadramento técnico.

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