Tribologia

Curva ABC aplicada à manutenção preditiva

Quando falamos das diferenças entre os tipos de manutenção, sabemos que o tema “custo-benefício” é um fator fundamental, sobretudo, na tomada de decisão.

Sabemos que muitos clientes possuem um grupo grande de equipamentos, e que, mesmo que reconheçam a importância da manutenção preditiva, não viabilizam aplicar a ferramenta em toda sua frota ou maquinário.

Nesse caso, existe a possibilidade de adotar a curva ABC para organizar a prioridade conforme a verba ou relevância do equipamento para a manutenção geral.

Curva ABC

A curva ABC é um método de classificação de informações que separa os itens de maior importância ou impacto, que, geralmente, são em menor quantidade.  

Ela considera a importância dos materiais, baseando-se em sua demanda, e no valor dos mesmos. É uma ferramenta muito utilizada para a administração de estoques.

No entanto, também é aplicada para o estabelecimento de prioridades, classificando máquinas e equipamentos conforme seu grau de importância para o setor produtivo.

Se o equipamento é caro, essencial à produção, então, ele é crítico, classificado como A e requer, afinal, um investimento maior no monitoramento para evitar paradas desnecessárias.

Vantagens

Além de ser uma forma de organizar os equipamentos, também é possível distribuir melhor a verba de manutenção, programar a frequência de monitoramento e outras ações de controle, de acordo com a importância real de cada equipamento.

Veja, por exemplo, como essa curva pode ser aplicada:

Classificação A

– Equipamentos de alto valor ou com peças de reposição caras;

– Equipamentos com peças de reposição que demoram a serem substituídas ou que prejudicam muito a produção;

Classificação B

– Equipamentos com peças de valor intermediário ou mais fáceis de repor

– Equipamentos com peças que prejudicam menos a produção

Classificação C

– Equipamentos com peças sem impacto significativo ou fáceis de encontrar reposição

Como utilizar na manutenção preditiva

Uma possibilidade é dividir a frequência de monitoramento de acordo com a classificação ABC.

Equipamentos A podem ser avaliados mensalmente, por exemplo, no caso da coleta e análise preditiva de fluidos, por exemplo.

Ainda dentro da análise preditiva, equipamentos classificados como B podem ter um tempo maior de monitoramento, como bimestral; e os C, em intervalos maiores.

Outra forma de distribuir o orçamento é, a princípio, separar pelo tipo de manutenção:

  • A – manutenção preditiva, que exige acompanhamento maior, mas permite realizar apenas intervenções de fato necessárias, pois detecta, dessa maneira, problemas em seu início.
  • B – manutenção preventiva, que tem intervalos maiores, mas pode resultar em gastos desnecessários, como, por exemplo, trocas de óleo ou até peças que ainda poderiam ser utilizados.
  • C – manutenção corretiva, que requer maior tempo de parada para investigação do problema e reposição das peças, resultando em custo elevado da própria parada e, geralmente, em peças também.

Outras formas de classificar também podem ser adotadas, como a criticidade do equipamento (super-crítico, crítico, etc); assim também por produção ou produtividade (alta, média, baixa), e outras nomenclaturas que variam de acordo com avaliação da área estratégica da empresa.

E em sua empresa, qual a forma de divisão de manutenção é utilizada? Conte-nos em nosso espaço para comentários.

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