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Devo fazer análise de fluidos em máquina parada?

A análise de fluidos tem sido cada vez mais valorizada por empresas com perfil operacional que reconhecem nos trabalhos de manutenção uma oportunidade de potencializar os resultados das operações realizadas.

Com isso, sobretudo, com o reconhecimento da importância de técnicas da manutenção preditiva, passou a ser comum que empresas passassem a elaborar políticas rigorosas de manutenção de máquinas que pudessem assegurar maior disponibilidade operacional e produtividade dos equipamentos utilizados.

Mesmo com essa inclinação para se precaver as falhas, no entanto, algumas dúvidas continuam frequentes. Neste artigo, abordaremos uma das questões principais: é necessário fazer análise de fluido em máquina parada?

Manutenção preditiva

Antes de tudo, é importante entender melhor o que é a manutenção preditiva. Ela consiste numa modalidade de acompanhamento que preconiza o monitoramento de indicadores dos equipamentos e seus componentes, possibilitando a previsão de possíveis falhas.

Por meio dela, são indicadas as condições reais de funcionamento das máquinas com base em dados que informam seu desgaste ou o processo de degradação. Assim, pode-se estipular o tempo de vida útil dos componentes das máquinas e as condições para que esse tempo de vida seja bem aproveitado.

A principal função desse procedimento é evitar que as empresas tenham altos custos com manutenções corretivas e máquinas paradas, precavendo-se contra prejuízos. Por conta desse objetivo, a manutenção preditiva é recorrentemente confundida com a preventiva.

Confira aqui suas principais diferenças!

Análise de fluidos

A análise de fluidos é uma das mais importantes ferramentas de monitoramento da manutenção preditiva. Ela identifica a presença de partículas em suspensão, provenientes do desgaste natural dos componentes das máquinas, acusa outras categorias de contaminação (como, por exemplo, por água e combustível) e também provê alguns outros dados para que sua empresa entenda melhor as condições em que se encontram suas máquinas e os lubrificantes.

Em consequência, existem duas formas de se interpretar as informações obtidas:

  • Condições do lubrificante – o problema está nas propriedades físico-químicas do lubrificante que não garantem boa lubrificação ao maquinário.
  • Condições da máquina – o problema está na própria máquina. Isso pode ser detectado por meio da análise de substâncias estranhas ao lubrificante (gases ou partículas em suspensão no lubrificante que podem ter sido expelidos pelas máquinas).

Esses estudos permitem que, com o entendimento preciso do que está acontecendo, sua empresa possa ser proativa na resolução dos problemas, controlando melhor os processos.

Máquina parada

Mesmo com toda a importância da manutenção preditiva e da análise de óleo explicitada acima, você ainda deve estar se perguntando: mas é necessário realizar a análise de óleo em máquina parada ou não?

Como pudemos ver, não é só o funcionamento contínuo das máquinas que pode acarretar possíveis problemas de funcionamento. As máquinas paradas, bem como as que estão em uso, estão sujeitas a possível contaminação em consequência de problemas de diferentes origens.

Eles podem ser provenientes de inconsistência no próprio óleo lubrificante, no equipamento ou que decorram de externalidades.

Por conta disso, a análise de óleo não pode ser descartada para máquinas paradas. Ela é imprescindível para detectar os problemas antes que eles possam prejudicar a sua empresa. Caso as máquinas paradas não estejam recebendo esse tipo de manutenção, há riscos de que, quando a empresa for recorrer a elas, a contaminação impeça o seu funcionamento.

Conclusão

Portanto, vimos que, mesmo nos equipamentos parados, a análise de óleo é importante, já que possibilita que os equipamentos estejam sempre disponíveis, caso sua empresa necessite utilizá-los.

Além disso, tal análise pode evitar maiores gastos, isto é, ela previne que as máquinas que passam por manutenção não apresentem problemas ao ser acionadas, poupando a empresa de consertos dispendiosos, o que possivelmente aconteceria, caso essa atitude não fosse tomada.

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