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Análise de óleo: como detectar agentes contaminantes

Reduzir custos e aumentar a produtividade e o giro dos ativos da sua empresa da sua empresa são desafios possíveis de serem superados. E melhor: de forma simples e sem extrapolar seus investimentos em manutenção. Recorra à análise de óleo como uma das mais eficazes ferramentas de manutenção preditiva. Neste post, falaremos um pouco sobre dois tipos de análise de óleo: ferrografia e espectrofotometria.

Manutenção preditiva

Por aqui já falamos muito sobre manutenção preditiva. Todos os equipamentos e componentes industriais estão sujeitos a falhas mesmo antes do tempo previsto nos parâmetros de projeto. Isso acontece, muitas vezes, por motivos externos, como poeira, chuva, sol, contaminação do ambiente fabril e processo etc. Com os devidos cuidados, é perfeitamente possível que os equipamentos tenham uma vida útil além daquela estipulada pelo fabricante.

Para identificar, então, o real tempo de vida e identificar desgastes, a opção mais segura e precisa é a manutenção preditiva. Com esse procedimento, as empresas poderão economizar tempo e recursos, afinal, são evitadas trocas desnecessárias de peças e componentes que podem estar em bom estado, independentemente do tempo de uso. Uma das ferramentas mais eficazes de manutenção preditiva é a análise de óleo.

Análise de óleo: o que é?

A análise de óleo permite realizar avaliações laboratoriais rápidas e precisas sobre o óleo lubrificante utilizado nos equipamentos. Com essa ferramenta de manutenção preditiva, feita de forma laboratorial, torna-se possível detectar tanto os desgastes das peças móveis dos equipamentos quanto a presença de substâncias contaminantes.  As amostras de óleo são analisadas e, apenas na ALS Tribology , os resultados estarão consolidados em 24 horas.

Existem vários tipos de técnicas laboratoriais aplicadas à análise de óleo. Uma vez que este post está voltado a meios de detecção de contaminantes, descreveremos aqui a ferrografia e espectrofotometria.

  • Análise de óleo: ferrografia

A ferrografia é uma técnica de manutenção preditiva que analisa as partículas encontradas nos lubrificantes para identificar o grau e o motivo do desgaste de máquinas e equipamentos. A identificação é realizada por meio da morfologia (ou seja, a forma do lubrificante), aspecto, coloração, tamanho das partículas, viscosidade, opacidade e outras características.

Veja neste outro post ferrografia maiores detalhes sobre esta técnica.

Não se deixe enganar. Apesar do nome, a ferrografia não trabalha apenas com substâncias e partículas ferrosas. Na verdade, esse método de análise de óleo lida com ligas ferrosas (aço, ferro fundido, inox e aço), compostos ferrosos (minérios) e ligas não ferrosas (alumínio, bronze, cromo, níquel, prata, entre outros), além de materiais e substâncias como terra, areia, borrachas etc.

  • Análise de óleo: espectrofotometria

A espectrofotometria é uma técnica de manutenção preditiva que permite identificar as substâncias químicas no óleo lubrificante. Tudo isso se torna possível porque o óleo analisado passa por um processo de combustão e, consequentemente, torna-se desintegrado atomicamente. O objetivo dessa técnica é identificar de forma mais precisa os desgastes e contaminações presentes nos fluidos.

A espectrofotometria é uma técnica de larga aplicação em pesquisas e controle de qualidade em várias especialidades tais como na área farmacêutica, alimentos, química fina e até na astronomia. Para cada área de aplicação há um conjunto específico de acessórios e procedimentos.

Na manutenção preditiva ela é utilizada para identificar os elementos químicos no óleo lubrificante. Tudo isso se torna possível porque o óleo analisado passa por um processo de vaporização em temperaturas elevadíssimas (milhares de graus). Com isto as substâncias são “desintegradas” até o seu nível atômico. Elementos como Ferro, Cromo, Alumínio, Cobre, Chumbo, Estanho e outros utilizados em ligas metálicas permitem a avaliação de desgastes de componentes. Outros como Cálcio, Fósforo, Zinco e outros são associados a aditivos. E ainda temos o Silício, Potássio, Sódio etc que nos auxiliam a estudar contaminantes presentes nos fluidos.

A espectrofotometria parte do princípio de que a intensidade da cor é a medida da quantidade de um material em solução. Outro princípio que temos que considerar é o da quantidade de luz que cada substância absorve. E é assim que funciona a espectrofotometria. Por meio de um aparelho chamado espectrofotômetro, a equipe da ALS Tribology mede e compara a quantidade de luz que uma substância absorve. Assim, a análise de óleo consegue fazer uma leitura tanto quantitativa quanto qualitativa, para identificar, conforme a interação da luz, qual é a concentração das substâncias.

Os elementos químicos emitem uma luz com uma coloração própria (espectro eletromagnético) e é assim que são identificados. Já a intensidade desta luz está relacionada com a quantidade do elemento químico na amostra. Na ALS Tribology nós damos preferência à espectrometria de emissão atômica para realizar este trabalho uma vez que ela permite alcances e distinções muito melhores no que tange ao desgaste e contaminação do que as outras técnicas espectrométricas (absorção, raio-X e outras).

Conclusão

Neste post, destacamos duas das principais técnicas de análise de óleo: a espectrofotometria e ferrografia. Existe uma série de outras técnicas valiosíssimas e sua empresa precisa de uma assistência com expertise necessária para identificar qual é a ferramenta de manutenção preditiva mais indicada para a realidade da sua companhia.

Manutenção preditiva e análise de óleo é com a ALS Tribology!

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