Artigos, Farmacêutico

ALS desenvolve um modelo de pele 3D

Pele 3D

A ALS Food & Agro em colaboração com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) desenvolveu um modelo de pele 3D que será apresentado no Congresso Europeu de Toxicologia em setembro de 2019.

A Epiderme Humana Reconstruída (RhE), ou pele 3D como é comumente chamada, é a melhor alternativa para a avaliação da irritação cutânea in vitro requerida pela legislação brasileira a ser implementada a partir de setembro de 2019.

Corte histológico da pele artificial demonstrando as mesmas camadas presentes na pele humana.
Corte histológico da pele artificial demonstrando as mesmas camadas presentes na pele humana.

A pele 3D é histologicamente semelhante à epiderme humana in vivo e mimetiza a função de barreira da pele. No entanto esses modelos, mesmo quando comercialmente disponíveis no Brasil, são caros e nem sempre disponíveis aos laboratórios prestadores de serviço para a realização de testes. Para superar essa limitação e aumentar a acessibilidade dos testes de irritação cutânea in vitro, desenvolvemos um novo modelo de RhE a partir de queratinócitos primários derivados de doadores neonatais.

Insertos de pele artificial em cultura antes do tratamento com substâncias teste.
Insertos de pele artificial em cultura antes do tratamento com substâncias teste.

Para validar o nosso modelo de RhE e e verificar seu uso baseado nas normas internacionais de teste, avaliamos o potencial de irritação de diferentes produtos químicos de referência por aplicação tópica. A viabilidade celular foi subsequentemente medida pelo ensaio MTT.

Nosso modelo foi capaz de discriminar entre substâncias irritantes e não irritantes da pele conforme esperado, comprovando que a pele 3D desenvolvida internamente pode ser uma ferramenta muito promissora e de custo acessível para o tratamento de irritação cutânea in vitro requerida na nova legislação pelas agências reguladoras do Brasil.

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